O Que Fazer Quando o Bebê Prefere Mamadeira ao Peito?
Postado em: 09/06/2025
A amamentação infantil é um processo natural, mas nem sempre simples. Em algumas situações, os pais se deparam com o desafio de o Bebê começar a recusar o seio e demonstrar preferência pela mamadeira.

Essa inversão pode acontecer por diferentes razões e costuma gerar angústia, especialmente para mães que desejam manter o aleitamento materno exclusivo.
Não se culpe! É possível compreender o que pode estar por trás dessa escolha do bebê e, com ajustes delicados e orientação adequada, restabelecer a conexão com o peito.
A recusa não é definitiva, e muitas vezes é apenas uma fase que pode ser revertida com paciência, apoio e persistência.
A seguir, preparei uma perspectiva inicial sobre o assunto!
Por que o bebê passa a preferir a mamadeira?
Existem vários motivos que podem explicar por que o “Bebê“ começa a preferir a mamadeira ao peito.
Um dos principais é o fluxo mais rápido do leite pelo bico artificial, que exige menos esforço de sucção.
O leite na mamadeira escorre com facilidade, o que pode levar o bebê a rejeitar o peito, onde precisa fazer mais força para extrair o leite.
Outros fatores também podem contribuir para isso, como por exemplo:
- Uso precoce da mamadeira em bebês que ainda estão se adaptando à amamentação: pode confundir o padrão de sucção.
- Dificuldades na pega, fissuras, dor ou desconforto da mãe: podem interferir na qualidade da mamada e levar à interrupção.
- Oferecimento frequente de leite artificial ou complemento, mesmo que com boa intenção: pode reduzir o estímulo ao seio e a produção de leite.
- Ambiente agitado ou estresse materno: podem influenciar negativamente na conexão durante a amamentação.
A preferência pela mamadeira é multifatorial, e por isso deve ser avaliada com cuidado, levando em conta a história do bebê, o momento em que essa mudança ocorreu e como está a dinâmica da amamentação atualmente.
Como reverter a preferência pela mamadeira?
Mesmo que o bebê esteja mais acostumado ao bico artificial, muitas vezes é possível retomar a amamentação no peito com algumas estratégias respeitosas.
O primeiro passo é não forçar e nem transformar esse momento em um campo de tensão.
O bebê deve se sentir acolhido e seguro ao ser colocado no seio.
Algumas práticas que costumam ajudar são, por exemplo:
- Ofereça o peito em momentos de calma, como ao acordar ou antes de adormecer, quando o bebê está mais relaxado.
- Evite a mamadeira temporariamente, se possível, e opte por outros métodos de alimentação transitória, como copinho ou colher.
- Aumente o contato pele a pele, favorecendo o vínculo afetivo com a mãe e estimulando o interesse pelo seio.
- Realize compressas mornas nas mamas antes da mamada, para ajudar o leite a fluir com mais facilidade.
- Observe a posição e a pega, ajustando o bebê para que ele se sinta confortável e consiga extrair leite com mais eficiência.
Se necessário, a ordenha pode ser feita para manter a produção de leite ativa até que o bebê volte a mamar diretamente no peito.
A importância do apoio profissional nesse processo
Cada bebê é único, e nem sempre as estratégias gerais funcionam para todas as famílias.
Por isso, o acompanhamento com um pediatra e, em alguns casos, com um profissional especializado em amamentação, é essencial para avaliar a situação de forma individualizada.
A recusa do bebê em relação ao peito pode ser revertida na maioria dos casos, mas requer paciência, escuta atenta e suporte emocional à mãe. O acolhimento sobre assuntos relacionados à amamentação é sempre fundamental.
Quer conversar sobre esse ou outro desafio que está enfrentando com seu pequeno? Entre em contato e marque uma consulta!
Dra. Danielly Borges
Pediatra
CRM-SP: 179427 | RQE: 60504
Leia também:
O Impacto do Estresse na Produção de Leite Materno
Amamentação em Livre Demanda: Benefícios e Desafios