Mitos e Verdades sobre Amamentação que Toda Mãe Precisa Saber
Postado em: 11/08/2025
A Amamentação é uma das experiências mais transformadoras da maternidade, e também uma das mais cercadas por dúvidas e informações desencontradas.

É comum que mães recebam conselhos de familiares, amigas e redes sociais — muitos deles bem-intencionados, mas nem sempre corretos. Por isso, o acompanhamento com uma profissional de pediatria durante esse período é essencial para garantir segurança, apoio e orientações confiáveis.
A seguir, vou desmistificar algumas crenças comuns sobre esse tema tão importante!
“Meu leite é fraco” – Mito
Um dos mitos mais persistentes é a ideia de que algumas mães produzem “leite fraco”. A verdade é que todo leite materno é adequado para o bebê.
Ele se adapta às fases de crescimento da criança, sendo mais aquoso no início da mamada (para hidratar) e mais gorduroso ao final (para saciar).
Quando o bebê não está ganhando peso como o esperado, é preciso investigar outros fatores, como pega incorreta, frequência das mamadas ou mesmo problemas no desenvolvimento que podem ser acompanhados pelo pediatra especializado em puericultura.
“Amamentar dói, é normal” – Parcialmente verdade
A “Amamentação” pode causar algum desconforto no início, especialmente nos primeiros dias, enquanto a mãe e o bebê ainda estão se adaptando.
No entanto, dor intensa, fissuras e sangramentos não devem ser normalizados. Esses sinais indicam que algo está errado, como pega inadequada ou posicionamento incorreto.
Com orientação profissional e ajustes simples, é possível tornar a amamentação confortável e prazerosa para a mãe e o bebê.
Um atendimento humanizado e individualizado faz toda a diferença nessa fase.
“Amamentar deixa os seios flácidos” – Mito
A flacidez das mamas está muito mais relacionada a fatores genéticos, variações hormonais e mudanças de peso do que à amamentação em si.
Na verdade, o aleitamento é um processo fisiológico natural e, quando conduzido com cuidado, não causa danos estéticos permanentes.
“É preciso dar água ao bebê” – Mito
Durante os seis primeiros meses de vida, o leite materno é suficiente para hidratar o bebê, mesmo nos dias mais quentes.
Ele contém todos os nutrientes e líquidos de que a criança precisa. A introdução de água ou outros líquidos antes da hora pode interferir na absorção de nutrientes e até aumentar o risco de infecções.
“O bebê deve mamar de três em três horas” – Mito
Cada bebê tem seu próprio ritmo. A recomendação atual é a de livre demanda, ou seja, oferecer o peito sempre que o bebê demonstrar sinais de fome — e não apenas quando chora.
Isso ajuda na produção de leite e fortalece o vínculo entre mãe e filho.
A observação pediátrica constante permite avaliar se o bebê está se desenvolvendo bem dentro do seu padrão, sem a necessidade de seguir regras rígidas.
“Amamentação protege contra doenças” – Verdade
O leite materno é um alimento completo e um verdadeiro “primeiro remédio” para o bebê. Ele contém anticorpos que ajudam a prevenir infecções respiratórias, gastrointestinais, alergias, entre outras doenças infantis.
Além disso, o aleitamento está relacionado à redução do risco de obesidade, diabetes e doenças crônicas ao longo da vida.
A pediatria preventiva valoriza esse benefício e apoia as mães em todas as etapas da amamentação — desde os primeiros dias até o desmame gradual e respeitoso.
Informação e acolhimento fazem toda a diferença. A amamentação infantil é uma jornada única para cada mãe e bebê. E, como toda jornada, ela se beneficia do apoio certo.
Em minha prática, ofereço um acompanhamento pediátrico cuidadoso, respeitoso e baseado em evidências, sempre com foco na escuta ativa e no fortalecimento do vínculo familiar. Clique no botão do WhatsApp e agende uma consulta para que eu possa tirar suas dúvidas sobre a amamentação ou quaisquer outros cuidados com seu pequeno!
Dra. Danielly Borges
Pediatra
CRM-SP: 179427 | RQE: 60504
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